ATRIZ-PRODUTORA-GESTORA

Minhas recentes atuação como gestora são:

2024 - Coordenadora Geral TV-UFMG

A TV UFMG é um canal de televisão universitário vinculado ao Centro de Comunicação (CEDECOM) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Divulga conhecimento científico, cultural e educacional produzido pela Universidade e outras instituições de ensino e pesquisa.

TV UFMG 

2022 - 2024 - Coordenadora do curso de graduação em Teatro - EBA/UFMG

Celebrando 25 anos de atuação (1999-2024), o curso de Graduação em Teatro da UFMG tem como vocação desenvolver a atitude investigativa de estudantes, levando em consideração a multiplicidade do trabalho criativo de artistas teatrais e abrangência das linhas de atuação pedagógica neste campo. Assim, nossa proposta é formar artistas-docentes, com aptidão para pesquisa e inovação no campo teatral.

Para tanto, o curso possuí duas habilitações: Bacharelado e Licenciatura.

CURSO DE GRADUAÇÃO EM TEATRO

2023 - Coordenadora do GT - Artes Cênicas e Campo Profissional: Produção, Gestão, Políticas Culturais e Economias.

O GT reúne pesquisadoras e pesquisadores de teatro, dança e performance do Brasil que venham dedicando seu interesse de investigação sobre modos de produção e gestão cultural especificamente no campo das artes cênicas, modos de inserção profissional e consolidação da área enquanto campo profissional, bem como a políticas culturais, públicas e privadas, destinadas ao setor. Entendendo a área como fundamental para o desenvolvimento das artes cênicas no Brasil tanto em seu aspecto criativo – estético e poético – quanto para sua consolidação, inserção e articulação na e com a sociedade contemporânea.  

GT ARTES CÊNICAS E CAMPO PROFISSIONAL

Além disso, tenho realizado palestras, cursos e mentorias voltados a profissionalização de artistas da cena com importantes instituições parceiras como MinC, SESI, SESC, ARENA da CULTURA, FIT-BH, entre outras.

Como Produtora, ou melhor, no âmbito das funções atriz-produtora, fui gestora financeira, representante comercial e redatora de projetos, em especial dos grupos teatrais Cia Entrecontos e Dearaquecia, os quais fundei e foram minha base de experimentação artística, política e administrativa.

Participei como representante brasileira nas rodas de negócios de eventos como: MicSur, Platea Santiago a Mil e, como produtora, atuei em parcerias com grupos e iniciativas como: TEAF - Teatro Experimental de Alta Floresta, Micro Centro Cultural Casa Vermelha e Corredor Latino Americano de Teatro.

Produzi, também, o Evento Cena Latina - Mostra Latino-Americana de Teatro Solo e Encontro sobre modos de produção e gestão teatral (Florianópolis - 2015).

Ou seja, minha atuação como produtora se fundamenta na criação de redes a partir da premissa de trabalho colaborativo e participativo, norteando minhas parcerias.

Produção & Arte.

Porque a produção é importante em arte?

A ideia de que cada grupo social, coletivo e indivíduo deva ter autonomia (poder) sobre os processos que lhes dão espaço no mundo, nunca me pareceu tão urgente. O que a produção teatral ou artística de forma geral tem a ver com isso?

Eu tenho um ponto de vista bem pessoal sobre o assunto e é a partir do meu lugar de atriz que gosto de falar. Com o passar do tempo, ao longo do desenvolvimento das minhas criações cênicas, fui me dando conta que sonhava com um ideal de trabalho no qual eu seria “apenas” artista. Ou seja, eu não teria que me preocupar com os cuidados de produção que toda criação requer. Eu teria uma produtora para se desgastar com a parte gerencial de minhas “obras”. Porém, não abria mão de pensar e idealizar não somente minhas peças teatrais, mas também o modelo organizacional que iria reger meus modos de produção e criação.

Já ouvi muita gente propondo que idealizar é uma coisa e produzir é outra. Pra mim não é. Minha prática foi me mostrando que idealizar e produzir são elementos de uma mesma ação, imbricados em última instância com a criação em si. E que idealizar-produzir nossas ações artísticas implica necessariamente em ter poder, não apenas sobre a obra ou evento que criamos, mas sobre como estabelecemos as relações humanas e de trabalho da organização. Se estamos buscando formas mais igualitárias e solidárias de ser e de se mover no mundo, e se isso se dá também através das relações de trabalho, vejam bem, se esse é um princípio que rege e guia nossas criações, então não vejo a possibilidade de que uma artista não seja também produtora.

Hoje em dia é nisso que tenho pensado: se por um lado a especialização do trabalho confere um maior coeficiente de produtividade à criação, por outro, é o amálgama da função artista-produtora que dá poder a mesma, permitindo, entre outras coisas, a construção de relações horizontais no ambiente de trabalho criativo.

É claro que podemos encarar essa perspectiva como um fardo pesado, mas eu gosto de pensá-la como uma condição que leva à liberdade de criação!